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26 junho, 2012

Tribunal da Rota Romana




O Tribunal da Rota Romana (Tribunal Rotae Romanae) ordinariamente funciona como instância superior no grau de apelo junto da Sé Apostólica, para tutelar os direitos na Igreja; provê à unidade da jurisprudência e, mediante as próprias sentenças, serve de ajuda aos Tribunais de grau inferior. O Tribunal da Rota Romana é regido por lei própria.
Os Juízes deste Tribunal, dotados de comprovada doutrina e experiência e pelo Sumo Pontífice escolhidos das várias partes do mundo, constituem um colégio; a este Tribunal preside o Decano nomeado por um determinado período pelo Sumo Pontífice, que o escolhe entre os mesmos Juízes.
Decano Do TribunalDom Antoni Stankiewicz

Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica




O Supremo Tribinal da Assinatura Apostólica julga: 1. as queixas de nulidade e os pedidos de restitutio in integrum contra as sentenças da Rota Romana; 2. os recursos, nas causas acerca do estado das pessoas, contra a recusa de novo exame da causa por parte da Rota Romana; 3. as alegações de desconfiança e outras causas contra os Juízes da Rota Romana pelos atos realizados no exercício da sua função; 4. os conflitos de competência entre Tribunais, que não dependem do mesmo Tribunal de apelo.
Além disso, ele julga dos recursos, apresentados dentro do prazo peremptório de trinta dias úteis, contra cada um dos atos administrativos postos por dicastérios da Cúria Romana ou aprovados por eles, todas as vezes que se discuta se o ato impugnado tenha violado alguma lei, no modo de deliberar ou de proceder. Nestes casos, além do juízo de ilegitimidade, ele pode também julgar, quando o recorrente o pedir, acerca da reparação dos danos sofridos com o ato ilegítimo. Julga também de outras controvérsias administrativas, que a ele são remetidas pelo Romano Pontífice ou pelos dicastérios da Cúria Romana, bem como dos conflitos de competência entre os mesmos dicastérios.
Ficheiro:Archbishop Raymond Leo Burke.jpg
Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica 

Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica




A Penitenciária Apostólica (em latim Penitentiaria Apostolica), mais formalmente Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica, é um dos três tribunais da Cúria Romana. A sua competência concerne às matérias do foro interno e das indulgências.
Para o foro interno, tanto sacramental como não sacramental, ela concede as absolvições, as dispensas, as comutações, as sanções, as remissões e outras graças.
A mesma provê a que nas Basílicas Papais de Roma haja um número suficiente de penitenciários, dotados das oportunas faculdades.
Ao mesmo dicastério é atribuído tudo o que concerne à concessão e uso das indulgências, salvo o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de examinar tudo o que se refere à doutrina dogmática.
Ficheiro:Cardeal Monteiro.jpg
Penitenciário-Mor do Tribunal da Penitenciária Apostólica 

Secretaria de Estado Do Vaticano

CARDEAL BERTONE ATUAL SECRETÁRIO DE ESTADO


 

  • A Secretaria de Estado do Vaticano (Secretaria Apostólica) - criada no século XV, é um dos dicastérios (congregações pelas quais o Papa conduz a administração da Igreja) constituído pelos mais próximos colaboradores do Papa. É chefiada por um Cardeal Secretário de Estado. Através da Secretaria de Estado a Santa Sé mantém relações diplomáticas com 178 países. Mantém relações diplomáticas com a União Europeia e com a Ordem Soberana e Militar de Malta e relações de natureza especial com a OLP - Organização para a Libertação da Palestina.
A Secretaria de Estado está subdividida em duas seções:
  • Seção de Assuntos Gerais
  • Seção de Relações com os Estados

A Cúria Romana

Ficheiro:Vatikan-Regierungspalast.jpg
Palácio da Cúria Romana na Cidade do Vaticano.



Cúria Romana é o órgão administrativo da Santa Sé, constituído pelas autoridades que coordenam e organizam o funcionamento da Igreja Católica. É geralmente visto como o governo da Igreja. Curia no latim medieval significa "corte" no sentido de "corte real", pelo que a Cúria Romana é a corte papal, que assiste o Papa nas suas funções.

23 janeiro, 2012

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA BENTO XVI A CUBA

HAVANA, 21 JAN (ANSA) - Uma delegação do Vaticano está hoje em Cuba para continuar os preparativos da visita que o papa Bento XVI fará ao país em março, anunciou a Chancelaria cubana.

O Pontífice chegará em 26 de março a Santiago de Cuba para uma viagem que terminará em Havana, no dia 28.

De acordo com uma nota publicada no site do Ministério das Relações Exteriores, o coordenador de Viagens Apostólicas, Alberto Gasbarri, lidera a delegação.

Em sua segunda viagem pela América Latina, o Papa também visitará o México. A primeira vez que Bento XVI esteve no subcontinente foi em 2007 para participar da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada no Brasil. 



                 

CUBA E VATICANO  JUNTOS COMO NUNCA



FONTE DE INFORMAÇÃO:




Preparativos de visita do Papa a Cuba estão adiantados







Os preparativos para a visita papal a Cuba, em março, estão "muito adiantados", disse à AFP o monsenhor José Félix Pérez, secretário-executivo da Conferência Episcopal, que fez uma revisão, concluída neste domingo, com representantes do Vaticano e autoridades cubanas.
O monsenhor Pérez integra a Comissão Central preparatória que, formada por representantes do Vaticano, liderados por Alberto Gasbarri, e autoridades do governo e da Igreja local, se reuniu na sexta-feira, em Havana, e percorreu Santiago de Cuba e o Santuário do Cobre (960km a sudeste da capital), no sábado.
"A impressão que tenho e que compartilhei com outros membros da Comissão é que tudo está muito avançado (...), primeiro em saber o que se deve preparar, e se tem clara consciência do que é preciso preparar", afirmou.
Segundo a fonte, os temas dos preparativos são "muito amplos" porque "a logística vai desde o transporte dos peregrinos até a celebração da liturgia".
"Há uma vontade de todos os que têm a ver com a preparação, uma vontade muito clara e muito consistente", afirmou.
"Fizemos um trajeto em Santiago de Cuba (aonde o Papa chegará, vindo do México, em 26 de março), o Cobre e os lugares por onde o Santo Padre vai passar, os locais onde vai celebrar a santa missa e pernoitar", detalhou.
Bento XVI será recebido no aeroporto de Santiago de Cuba pelo presidente Raúl Castro e bispos cubanos, segundo o programa provisório, divulgado pela Igreja.
Está previsto que na manhã de 27 de março celebre nesta cidade uma missa pelos 400 anos do aparecimento, em Cuba, da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira nacional.
Em seguida, seguirá para Havana, onde se reunirá na tarde do dia 27 com Raúl Castro, que em 2006 sucedeu no comando do país ao irmão, Fidel, com quem o Papa também se reunirá, segundo fontes do Vaticano.
Na manhã do dia 28, Bento XVI deverá celebrar uma missa na Praça da Revolução, na capital cubana, no mesmo lugar escolhido para o culto pelo papa João Paulo II, em janeiro de 1998, em uma visita que marcou o fim do congelamento das relações entre a Igreja e o governo comunista.
"O programa oficial será divulgado nos próximos dias pelo Escritório de Imprensa da Santa Sé", afirmou o monsenhor Pérez, informando que a comissão do Vaticano, presidida por Gasbarri, deixará Cuba na noite deste domingo.


fonte de informação:
AFP

Visita do Papa a Cuba: "tem grande importância para região, para América Latina e Cuba"


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O embaixador de Cuba junto ao Vaticano, Eduardo Delgado Bermúdez, assegurou que 'a máxima aspiração' dos cubanos é que o Papa Bento XVI 'deixe Cuba contente com a visita, feliz como o Beato João Paulo II'.
Em diálogo com o grupo ACI no Vaticano nesse 18 de janeiro, o diplomata explicou que a viagem do Papa -prevista para os dias 26 a 28 de março- 'tem uma grande importância para a região, para a América Latina, e Cuba'. O embaixador assegurou que na ilha esperam ao Papa 'com alegria, com afeto, com respeito, todos os cubanos e incluindo o governo, com muita alegria e com muito respeito'. 'Para as autoridades vai ser uma oportunidade de receber o chefe da Igreja Católica, o Supremo Pontífice, e de conversar. Penso sempre que o efeito vai ser positivo no marco de uma relação entre o estado, o governo e a Igreja em Cuba, e com a Santa Sé', acrescentou.
Delgado recordou os frutos da histórica visita que em 1998 realizou o Beato João Paulo II à ilha. Foi 'o primeiro Papa que visitou Cuba e foi um marco com as relações com a Igreja. Por exemplo, um resultado daquela visita é que o Natal voltou a ser um feriado institucionalizado na nação'. 'O resultado da visita de João Paulo, que deixou nele um rastro muito profundo como o confessou em testemunhos que deixou posteriormente deixou também em Cuba um rastro muito importante', indicou.


fonte de informações:

22 janeiro, 2012

SECRETÁRIO DE ESTADO DO VATICANO

Discurso do Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado 6 de dezembro de 2011, por ocasião da inauguração do Largo Cavalieri di Colombo.

"Os membros desta Fundação têm mostrado (nós) a vocação dos leigos do testemunho do Evangelho, na Igreja e na sociedade em geral, aceitando o desafio particular que os leigos católicos encontra-se tendo que encarar. Em primeiro lugar, eles têm demonstrado a sua vontade de assumir as tarefas (compromissos) de cada baptizado e ser uma testemunha da posição fundamental exigido de cada cristão, seja ele consagrado ou leigo, ou seja, a nossa aceitação, plena absoluta de Jesus como nosso Senhor e a decisão de segui-lo como (nosso) Head (Leader) e Mestre. "


 JULIO CESAR DE ALMEIDA

05 janeiro, 2012

Santa Sé dá indicações sobre o Ano do Fé



A Santa Sé divulgou nesta quinta-feira, 5, um comunicado que antecipa o conteúdo da Nota que dá indicações sobre Ano da Fé, instituído pelo Papa Bento XVI por meio da Carta ApostólicaPorta fidei.
O Ano da Fé terá início em 11 de outubro de 2012, dia em que se comemora 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. 

“Com a promulgação de tal Ano, o Santo Padre tem a intenção de colocar ao centro das atenções eclesiais aquilo que desde o início de seu Pontificado, lhe está mais ao coração: o encontro com Jesus Cristo e a beleza da fé Nele. Por outro lado, a Igreja está bem ciente dos problemas que hoje a fé deve enfrentar e sente quanto é atual a pergunta que Jesus mesmo fez: ‘Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?’ (Lc 18, 8)”, destaca o comunicado publicado nesta quinta-feira pela Santa Sé.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Comunicado sobre a nota com indicações para o Ano da Fé
Por isso, Bento XVI salientou a Cúria Roma, durante o encontro às vésperas do Natal deste ano, que “se a fé não retomar a vitalidade, tornando uma profunda convicção e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, todas as outras formas permaneceram ineficazes”.
Em nome de Bento XVI, a Congregação para a Doutrina da Fé publicará então uma Nota com indicações pastorais para o Ano da fé. Tal Nota foi elaborada em acordo com alguns Dicastérios da Santa Sé e com a contribuição doComitê para a preparação do Ano da Fé.  O Comitê, constituído junto à Congregação para a Doutrina da Fé, a mandato do Santo Padre, tem entre seus membros: os Cardeais William Levada, Francis Arinze, Angelo Bagnasco, Ivan Dias, Francis E. George, Zenon Grocholewski, Marc Ouellet, Mauro Piacenza, Jean-Pierre Ricard, Stanisław Ryłko e Christoph Schönborn; os Arcebispos Salvatore Fisichella e Luis F. Ladaria; os Bispos Mario Del Valle Moronta Rodríguez, Gerhard Ludwig Müller e Raffaello Martinelli.
A Nota será divulgada neste sábado, 7, e é composta por uma introdução e algumas indicações pastorais.



Redescoberta da fé
Em sua introdução, a Nota confirma que “o Ano da fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, a fim que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado, capazes de indicar a tantas pessoas que buscam a porta da fé”.
O comunicado lembra que o Ano da Fé coincide com o 50º aniversário do Concilio Vaticano II, que a partir da luz de Cristo quis aprofundar a íntima natureza da Igreja e o seu relacionamento com o mundo contemporâneo. Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na recepção e aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a tradição, sob a orientação segura do Magistério.
“Para facilitar a execução adequada do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram várias vezes o Sínodo dos Bispos propondo à Igreja orientações claras por meio de diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã, esclarece o comunicado da Santa Sé.

O Vaticano também salienta neste comunicado que desde o início de seu Pontificado, o Papa Bento XVI se empenhou decisivamente para uma correta compreensão do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, que é um “autentico fruto do Concílio Vaticano II” (Carta apostólica Porta fidei, n. 4) e “renovamento da continuidade”. Assim, o Ano da fé será uma ocasião privilegiada para promover o conhecimento e a difusão dos conteúdos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica.
Indicações pastorais
As indicações pastorais da Nota têm a intenção de favorecer “seja o encontro com Cristo por meio de autênticos testemunhos de fé, seja o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos”.
O comunicado desta quinta-feira ressalta que estas indicações pastorais por sua vez não pretendem excluir outras propostas que o “Espírito Santo quiser suscitar” entre os membros do clero e os fiéis nas várias partes do mundo.
A Nota articula suas propostas em quatro níveis: 1) Igreja universal, 2) Conferência Episcopal, 3) Dioceses e 4)Paróquias, Comunidades, Associações e Movimentos.
Ela destaca que além da solene celebração para o início do Ano da Fé e vários outros eventos aos quais participará o Santo Padre, como a Assembleia do Sínodo dos Bispos e a Jornada Mundial da Juventude 2013, são definidas iniciativas ecumênicas para “invocar e favorecer o restabelecimento da unidade entre todos os cristãos”.
A nível de Conferência Episcopal, vem encorajada a qualidade da formação catequética eclesial e “uma revisão dos catecismos locais e dos vários subsídios catequéticos em uno nas Igrejas particulares para assegurar a eles a plena conformidade com o Catecismo da Igreja Católica. Para isso, a Santa Sé espera um amplo uso da comunicação e da arte, por meio de “transmissão televisiva ou radiofônica, filmes e publicações” podendo assim atingir um grande público.
A nível diocesano, o Ano da fé vem considerado, entre outros, como “renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão por meio de simpósios, convenções, jornadas de estudo, especialmente nas universidades católicas”, e como tempo favorável para “celebrações penitenciais nas quais se requer o perdão a Deus, também, e especialmente, pelos pecados contra a fé”.
A nível paroquial, a proposta central permanece a celebração da fé na liturgia, em particular na Eucaristia, porque “na Eucaristia, mistério da fé e surgimento da nova evangelização, a fé da Igreja vem proclamada, celebrada e fortifica”. 

 
  
Secretaria especial e site para o Ano da Fé
“Junto ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização será instituída uma especial Secretaria para o Ano da fé para coordenar as diversas iniciativas propostas pelos vários Dicastérios da Santa Sé ou qualquer evento de relevância para a Igreja”. O comunicado esclareque que esta secretaria “poderá também sugerir propostas para o Ano da fé e disporá de “um site especial a fim de oferecer cada informação útil” sob esse aspecto.
Por fim, a Santa Sé salienta que as indicações oferecidas na Nota têm o objetivo de convidar todos os membros da Igreja a empenharem-se no Ano da fé para redescobrir e “dividir aquilo que o cristão tem de mais precioso: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, ‘autor e consumador da fé’ (Heb. 12: 2)”.

 FONTE DE INFORMAÇÕES:
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24 dezembro, 2011

missa do galo - Papa preside este sábado Santa Missa da Noite de Natal

Cidade do Vaticano (RV) - Esta noite, às 22h locais (19h do horário brasileiro de verão), Bento XVI presidirá, na Basílica de São Pedro, a santa missa da noite de Natal, também chamada Missa do Galo.
A Rádio Vaticano transmitirá a celebração ao vivo, via-satélite, para todo o Brasil e demais países de língua portuguesa – cujas emissoras nos retransmitem –, a partir das 18h50 do horário brasileiro de verão.
Esta tarde, tarde de música e oração na Praça São Pedro, onde às 16h45 locais se realiza a cerimônia de inauguração do Presépio vaticano, uma tradição iniciada em 1982 por vontade de João Paulo II e confiada ao Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano.
No ano da Beatificação de Karol Wojtyla, o Papa do "Totus Tuus", a grande Natividade, em seus quadros laterais, se inspira em particular na vida de Maria e em seu patrocínio sobre a Igreja nascente.


A cerimônia se conclui com uma oração conduzida pelo Vigário do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano e Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, e às 18h locais o Papa acenderá a luz da paz colocada na janela de seus aposentos – janela que dá para a Praça São Pedro.
A cerimônia da tarde na Praça São Pedro é acompanhada de uma homenagem musical intitulada "A clara estrela", oferecida pela orquestra popular do Auditorium Parque da música de Roma: mais de cem vozes, dentre as quais 60 de crianças, acompanhadas por instrumentos tradicionais da Itália e do mundo numa resenha de melodias populares natalinas. (RL).





FONTE DE INFORMAÇÃO:


13 dezembro, 2011

Papa destaca devoção dos latinoamericanos à Virgem Maria



Nossa Senhora de Guadalupe indica a presença do Salvador para sua população indígena e mestiça da América Latina, “ela nos conduz sempre ao seu divino Filho, o qual se revela como fundamento da dignidade de todos os seres humanos, como um amor mais forte que as potências do mal e da morte, sendo também fonte de alegria, confiança filial, consolo e esperança”, salientou o Papa Bento XVI, nesta segunda-feira, 12, durante a Celebração Eucarística pela solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe e pelo Bicentenário de independência de alguns países da América Latina e do Caribe.

A Missa foi realizada na Basílica Vaticana, às 17h30 (horário de Roma), e concelebraram com o Papa o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone; o prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, Cardeal Marc Ouellet; o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; e o Arcebispo do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera.

“O Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é 'o cântico da Mãe de Deus e da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da salvação, cântico dos 'pobres', cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais”, disse o Santo Padre, aos fiéis de língua portuguesa.

Bento XVI ressaltou que, desde a encarnação do Verbo, o Mistério divino revelado em Cristo é contemporâneio a toda pessoa humana em qualquer tempo e lugar por meio da Igreja, que tem Maria como Mãe e modelo.

“Pelo seu 'sim' ao chamado de Deus, a Virgem Maria manifesta entre os homens o amor divino. Neste sentido, ela, com simplicidade e coração da mãe, ainda indica a única Luz e a única Verdade: Seu Filho Jesus Cristo, que 'é a resposta definitiva para a questão sobre o sentido da vida e às questões fundamentais que ainda hoje atingem tantos homens e mulheres do continente americano'”, salientou o Papa. 

A Virgem Maria intercede constantemente pela salvação dos homens. O Santo Padre reforça que com amor maternal, ela cuida dos irmãos de seu Filho que ainda peregrinam e caminham entre perigos e dificuldades, até que sejam levados à pátria feliz.

VEJA A FOTO DOS CONCELEBRANTES DA MISSA:
PAPA BENTO XVI
 CARDEALTARCISIO BERTONE SECRETARIO DE ESTADO
PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS CARDEAL MARC QUELLET


ARCEBISPO DO MÉXICO CARDEAL NORBERTO RIVERA CARRERA
ARCEBISPO DE APARECIDA DOM RAYMUNDO DAMASCENO  ASSIS



FONTE DE INFORMAÇÕES:
BOLETIM DE INFORMAÇÕES DA SANTA SÉ









12 dezembro, 2011

Homilia do Papa na Missa pela América Latina - 12/12/2011


NOSSA SENHORA DE GUADALUPE PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA
Queridos irmãos e irmãs,
«A terra deu muito fruto» (Sal 66,7). Nesta imagem do salmo que escutamos, que convida todos os povos e nações a louvar ao Senhor com alegria que nos salva, os Padres da Igreja reconheceram a Virgem Maria e Cristo, seu Filho: «A terra é santa Maria, que vem de nossa terra, nossa linhagem, dessa lama, desse barro, de Adão [...]. A terra produziu o seu fruto, primeiro, produzido uma flor [...]; então essa flor tornou-se fruto, para que pudéssemos comer, então nós comemos sua carne. Quer saber o que esta fruta? É o vigem que procede da virgem, o Senhor, da escrava, Deus, do homem, o Filho da Mãe, o fruto, da terra» (S. Jerônimo, Breviarum in Psalm. 66: PL 26,1010-1011).

Também nós hoje, exaltando pelo fruto desta terra, dizemos: «Que te louvem, Senhor, todos os povos» (Sal 66,4. 6). Proclamamos o dom da redenção alcançada por Cristo, e em Cristo, reconhecemos seu poder e majestade divina.

Animado por este sentimento, saúdo com afeto fraterno os senhores cardeais e bispos que nos acompanham, os diversos representantes diplomáticos, os sacerdotes, religiosos e religiosas, assim como os grupos de fiéis reunidos nesta Basílica de São Pedro para celebrar com alegria a solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe e Estrela da Evangelização da América.

Tenho igualmente presente todos os que se unem espiritualmente e oram a Deus conosco pelos diversos países latinoamericanos e do Caribe, muitos deles neste momento festejam o Bicentenário de sua idependência, e que muito mais do que somente os aspectos históricos, sociais e políticos dos acontecimientos, renovam ao Altíssimo a gratidude pelo grande dom da fé recido, uma fé que anuncia o Mistério redentor da morte e ressureição de Jesus Cristo, para que todos os povos da terra tenham vida Nele. O Sucessor de Pedro não podeia deixar passar este evento sem fazer presente a alegria da Igreja pelos abundantes dons que Deus em sua infinita bondade derramou durante estes anos nessas nações muito amadas, que tão afetuosamente envocam a Maria Santíssima.

A venerada imagem da Moreninha do Tepeyac, de rosto doce e senero, impresa na tilma do índio San Juan Diego, se presenta como «a sempre Vírgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive» (De la lectura del Oficio. Nicán Monohua, 12ª ed., México, D.F., 1971, 3-19). Ela clama a «mulher vestida de sol, com a lua sob seus pés e uma cora de doze estrelas sobre sua cabeça, que está grávida» (Ap 12,1-2) e indica a presença do Salvador para sua população  indígena e mestiça.

Ela nos conduz sempre a seu divino Filho, o qual se revela como fundamento da dignidade de todos os seres humanos, como um amor mais forte que as potências do mal e da morte, sendo também fonte de alegria, confiança filial, consolo e esperança.


[Aos fiéis de língua portuguesa o Papa disse:]

O Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é «o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da salvação, cântico dos "pobres", cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais» (Catecismo da Igreja Católica, 2619). Em um gesto de reconhecimento ao seu Senhor e de humildade da sua serva, a Virgem Maria eleva a Deus o louvor por tudo o que Ele fez em favor do seu povo Israel. Deus é Aquele que merece toda a honra e glória, o Poderoso que fez maravilhas por sua fiel servidora e que hoje continua mostrando o seu amor por todos os homens, particularmente aqueles que enfrentam duras provas.


[Depois continuou sua homilia em espanhol]

«Eis que teu rei vem a você, Ele é justo e vitorioso, humilde e montado num jumento» (Zc 9,9), é o que escutamos na primeira leitura. Desde a encarnação do Verbo, o Mistério divino se revela no acontecimento de Jesus Cristo, que é contemporâneio a toda pessoa humana em qualquer tempo e lugar por meio da Igreja, que tem Maria como Mãe e modelo.

Por isso, nós podemos hoje continuar louvando a Deus pelas maravilhas que operou na vida dos povos latinoamericanos e do mundo inteiro, manifestando sua presença no Filho e a efusão de seu Espírito como novidade para a vida pessoal e comunitária. Deus ocultou essas coisas aos "sábios e prudentes", dando-lhes a conhecer os pequeninos, os humildes, os simples de coração (cf. Mt 11,25).

Pelo seu "sim" ao chamado de Deus, a Virgem Maria manifesta entre os homens o amor divino. Neste sentido, ela, com simplicidade e coração da mãe, ainda indica a única Luz e a única Verdade: Seu Filho Jesus Cristo, que «é a resposta definitiva para a questão sobre o sentido da vida e as questões fundamentais que ainda hoje atingem tantos homens e mulheres do continente americano» (Ref. Exort. pós-sinodal Igreja na América, 10).

Além disso, ela continuou a levar sua intercessão constante para os dons da salvação eterna. Com amor maternal, cuida dos irmãos de seu Filho que ainda peregrinam e  caminham entre perigos e dificuldades, até que sejam levados à pátria feliz (Lumen gentium, 62).

Hoje, entre as comemorações em diversos lugares da América Latina pelo Bicentenário de sua independência, o caminho da integração neste querido continente avança, enquanto é visto seu novo papel como emergente no contexto mundial.

Nestas circunstancias, é importante que os diversis povos salvem seu rico tesouro de fé e seu dinamismo históricos-social, sendo sempre defensores da vida humana desde sua concepção até seu fim natural e promotores da paz, além de proteger a família na sua verdadeira natureza e missão, enquanto se intensifica a implementação de um extenso trabalho de educação para preparar corretamente as pessoas para fazê-los conscientes de suas capacidades, de modo a enfrentar com dignidade e responsabilidade seu destino. São chamados a promover iniciativas corretas e programas eficazes que promovam a reconciliação e a fraternidade, fomentando a solidariedade e o maior cuidado com o meio ambiente, ao mesmo tempo revigorandoo os esforços para superar a pobreza, o analfabetismo e corrupção, e erradicar toda injustiça, violência, criminalidade, insegurança, o tráfico de drogas e extorsão.

Quando a Igreja se prepavara para recordar o quinto centenário do “plantio” da Cruz de Cristo na boa terra boa do continente americano, o beato João Paulo II fez em seu solo, pela primeira vez, o programa para uma evangelização nova «em seu ardor, seus métodos, sua expressão» (cf. Discurso à Assembléia do CELAM, 9 de março de 1983, III: AAS 75, 1983, 778).

É responsabilidade minha também confirmar na fé e animar o zelo apostólico que atualmente impulsiona e busca a «missão continental» promovida em Aparecida, para que «a fé cristça chegue mais profundamente aos corações das pessas e dos povos latinoamericanos como acontecimento fundamental e encontro vivaz com Cristo» (V Conferência General do Episcopado Latinoamericano e do Caribe, Documento conclusivo, 13).

Assim se multiplicarão os autênticos discípulos e missionários do Senhor e se renoraá a vocação da América Latina e do Caribe à esperança. Que a luz de Deus brilhe, então, cada vez mais no rosto de cada um dos filhos dessa amada terra e que sua graça redentora oriente suas decisões, para que continue avançando sem desanimar na construção de uma sociedade fundada na promoção do bem, no triunfo do amor e difusão da justiça.

Com estes vivos desejos, e sustentado pelo auxílio da providência divina, tenho a intenção de realizar uma viagem apostólica antes da Semana da Páscoa ao México e a Cuba, para proclamar alí a Palavra de Cristo, convencido que este é um tempo precioso para a evangelização com um fé rica, uma espernaça viva e uma caridade artende.

Recomendo todos estes propósitos à mediação amorosa de Nossa Senhora de Guadalupe, nossa Mãe do céu, assim como os destinos atuais da América Latina e do Caribe e o caminho que estão percorrendo para um amanhã melhor.

Invoco sobre elas também a intercessão de todos os santos e beatos, que o Espírito Santo suscitou ao longo da história do continente, oferecendo modelos heróicos de virtude cristã em diferentes estados de vida e ambientes sociais, para esses exemplos sejam favoráveis a uma nova evangelização, sob o olhar de Cristo, o Salvador do homem e sua força de vida.


 FONTE INFORMAÇÕES:

Segunda-feira, 12 de dezembro de 2011, 16h30

Boletim da Santa Sé